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O Guará deve receber nos próximos dias a ação dos agentes da Vigilância Ambiental, que vão visitar as casas levando orientação aos moradores e verificando onde existe foco da dengue. Mas é importante que a população se mobilize desde já para afastar a doença da cidade. A Administração Regional tem distribuído em alguns pontos de maior circulação, como a Feira do Guará e o Posto Boa Forma, uma cartilha com dicas para impedir a proliferação do mosquito transmissor.
Balanço da Secretaria de Saúde aponta que em 2009 foram registrados 1.678 casos suspeitos de dengue no DF, com 431 infecções confirmadas. Para que o índice não se repita nesse ano, é preciso haver a colaboração de todos. O GDF tem intensificado as ações nas regiões administrativas, contando com o apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Coordenadoria das Cidades e das administrações regionais. Em reunião realizada na primeira quinzena de janeiro entre o secretário de Saúde, Joaquim Barros, o secretário de Governo, Flávio Giussani, e representantes dos demais órgãos, foi elaborado um plano emergencial pra interrupção da transmissão da dengue no DF. O principal objetivo dessa mobilização é alertar as pessoas quanto à necessidade de cada um fazer a sua parte, evitando que a dengue se torne uma epidemia. “Mais de 90% dos focos estão nas nossas casas. Em uma pequena fresta, o mosquito entra e faz o estrago”, afirmou o secretário de Saúde.
Para o administrador do Guará, Joel Alves Rodrigues, a mobilização de líderes comunitários também é de extrema importância para o combate à doença, tendo em vista que os principais focos encontram-se dentro das casas. No final do ano, a equipe da Assessoria Comunitária da Administração fez um trabalho com os prefeitos de quadra e síndicos de condomínio para que eles pudessem ser agentes multiplicadores das ações dentro de suas comunidades. “Nós estamos contando com a colaboração das lideranças para que a mensagem seja reforçada com os moradores. Esse trabalho tem que ser feito constantemente para que cada um tome consciência da importância de sua participação no processo. A dengue não é um problema dos outros, é uma questão que pode atingir cada um de nós e por isso todos precisam fazer sua parte”, lembra o administrador.
Veja o que você pode fazer para colaborar no combate à dengue:
1. Ralos e canaletas: manter limpos e desobstruídos. Colocar tampa “abre-e-fecha”, telar onde for possível com nylon (trama de 1 milimetro) ou colocar semanalmente desinfetante, água sanitária (conforme o recomendado no rótulo) ou duas colheres de sal semanalmente;
2. Lajes, marquises e calhas: manter o escoamento da água desobstruído e sem depressões que permitam acúmulo de água, eliminando eventuais empoçamentos após cada chuva;
3. Fosso de elevador: verificar semanalmente se existe acúmulo de água, providenciando seu esgotamento, por bombeamento;
4. Vasos sanitários sem uso diário: caso não possuam tampa, vedar com saco plástico aderido com fita adesiva. Não sendo possível a vedação, acionar a válvula semanalmente, adicionando a seguir duas colheres de sopa de sal;
5. Caixas de descarga sem tampa e sem uso diário: tampar com filme de polietileno ou saco plástico aderido com fita adesiva;
6. Caixas d’água: mantê-las vedadas (sem frestas) e providenciar sua limpeza a cada seis meses;
7. Piscinas: efetuar o tratamento adequado com cloro. Se estiver inativa, reduzir ao máximo o volume de água e aplicar cloro na dosagem adequada, semanalmente;
8. Recipientes descartáveis: acondicionar em sacos de lixo e disponibilizar para coleta rotineira da limpeza pública;
9. Pratos e pingadeiras de vasos de plantas: quando possível, eliminar os pratos e pingadeiras. Mas se necessário, utilizar pratos justapostos aos vasos ou colocar areia grossa no prato ou pingadeira;
10. Bromélias: quando possível, substituir por outro tipo de planta que não acumule água. Se essa providência não for adotada, regar abundantemente com mangueira sob pressão, duas vezes por semana.
ASCOM - Guará
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